Vem ai o Malagueta 2.0

Uma das coisas mais legais da vela é acompanhar a evolução das equipes. Muitos começam tímidos na RGS Cruiser (antiga Bico de Proa) e vão tomando gosto pelas regatas, como é o caso de Ana Francisca e Fabio Tenório, da equipe Malagueta, que vão estrear barco novo nas próximas regata do UIC.

“Iniciamos na vela em 2018, quando em sociedade com mais 4 amigos compramos o Anaue, um Fast 365, no Saco da Ribeira, nunca tinhamos tido contato com veleiro antes.

A ideia inicial foi cruzeirar, mas começamos a nos interessar em brincar em algumas regatas em Ubatuba. Sem experiência, mas sempre estávamos presentes”, conta Fabio.

“Aí, em 2021 durante a pandemia decidimos buscar um barco menor, mais leve, para que a Ana tivesse autonomia para velejar. Nesse momento surgiu a ideia do projeto “Skipper 30″, e o Malagueta entrou na nossa vidas”, comenta Fabio, que acrescenta que o barco proporcionou o aprimoramento da equipe em regatas:

“Com o Malagueta começamos a participar mais de regatas e o gosto por estar sempre na raia foi crescendo. Ficamos pouco tempo na Bico de Proa (atual RGS Cruiser). Logo após medimos o barco e fomos correr na RGS, porém sem grande experiência. Estamos em trajetória de aprendizado até hoje”, comenta.

Surge um novo barco

Fabio conta, que desde o momento em que haviam pensado em trocar seu primeiro barco, a ideia de buscar um Felci 315 já passava pela cabeça do casal, mas o projeto se concretizou com a entrada de mais um parceiro na sociedade do barco.

“Desde 2021 já paquerávamos o Felci 315. Na época chegamos a visitar o estaleiro em Indaiatuba. Mas foi agora, em 2025, nos preparando para a Santos-Rio, que em parceria com o Marcelo Rusti a conversa ressurgiu”.

“Comecei na vela a uns 25 atrás, na represa do Guarapiranga, na classe Marreco e desde o início participando de regatas, no oceano fiz parte da tripulação do Kanibal por alguns anos, continuo alternando entre a represa e oceano em diversas classes e barcos fazendo regatas e também como instrutor na escola Kaluanã”, conta Marcelo.

Juntando o desejo de velejar entre amigos “sempre em um clima harmonioso”, como ressalta Fabio, mas com mais performance, decidiram então “comprar junto um barco de projeto moderno, com diversos recursos para facilitar velejada e o aprendizado; além de deixar a velejada mas prazerosa. Daí a escolha do Felci, que vamos medir na RGS e na ORC. Agora correr em uma ou outra só o tempo vai dizer”, brinca Fabio.

O novo Malagueta foi adquirido no Pindá Iate Clube e a passa por uma reforma no Guarujá, mas como diz Fabio “Estamos trabalhando para que o barco esteja pronto para as regatas da semana que vem. São duas regatas bem divertidas, cada uma com suas características próprias, mas o ponto em comum e que são sempre muito bem disputadas e levadas a sério pelos participantes, sem perder o clima amistoso e de integração que a vela proporciona”.

“A vela é uma paixão que a gente compartilha. No cotidiano, temos atividades profissionais, pessoais e interesses diferentes e a vela é uma paixão compartilhada, algo que definitivamente nos une como um casal”, reflete Ana.

“Mas, é preciso ressaltar que o Malagueta é um time. Independentemente de sermos um casal, a gente, a bordo, se entende como parte de um grupo focado em melhorar sempre, que aliás, são metas que a gente estabeleceu em 2025 e continuamos a buscar este ano. A gente se propôs a ter uma tripulação mais constante, que compartilhasse os nosso valores e tudo isso em busca de velejar melhor como time”, reassalta Ana.

“Desta forma, como um casal, independente de estarmos em um momento legal ou nem tanto da nossa relação a gente não passa isso para o time enquanto estamos em regata. A gente mora no interior. Levamos cinco horas para ir e voltar de Ubatuba. Temos muito tempo para conversar sobre vela sem interferir no clima do barco”, brinca Ana.